RECORDANDO
ANTÓNIO JACINTO DO AMARAL MARTINS
Oh! Meu Golungo em que a floresta assumeGraças infinitas; doce perfumeQue o Zenza lendário vem beijandoRecordando fatal amor tão nefando!
Zenza caprichoso, me vens contando,Quando sereno te estava fitando,Uma história de louco ciúme,Numa noite de vibrante ciúme.
Em que Ela, embalada, terna e amanteEm meus braços, chorosa e anelanteMe jurava amor eterno. Tão querida!
(Sem indicação de local e data)
Nota: O manuscrito, em papel quadriculado fino e escrito a verde, provavelmente parte de uma carta, contém a seguinte dedicatória: “dedicado à terra da Natália e do Reinaldo”, dois irmãos do poeta.
