“Versos não se escrevem para leitura de olhos mudos” [Mario Quintana]

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quinta-feira, 10 de março de 2011

RECORDANDO



ANTÓNIO JACINTO DO AMARAL MARTINS

Oh! Meu Golungo em que a floresta assume
Graças infinitas; doce perfume
Que o Zenza lendário vem beijando
Recordando fatal amor tão nefando!

Zenza caprichoso, me vens contando,
Quando sereno te estava fitando,
Uma história de louco ciúme,
Numa noite de vibrante ciúme.

Em que Ela, embalada, terna e amante
Em meus braços, chorosa e anelante
Me jurava amor eterno. Tão querida!

(Sem indicação de local e data)

Nota: O manuscrito, em papel quadriculado fino e escrito a verde, provavelmente parte de uma carta, contém a seguinte dedicatória: “dedicado à terra da Natália e do Reinaldo”, dois irmãos do poeta.